Notícias Jogadores brasileiros escrevem mais um capítulo de sua notável história no Venom, no ACR Poker Owen Gaines Owen Gaines é um jogador profissional de pôquer e autor que já jogou cerca de dez milhões de mãos e escreveu quatro livros sobre estratégia de pôquer. 22 de outubro de 2026 Três finalistas brasileiros, 45 classificados para o Dia 2 e quase US$ 260.000 em prêmios da mesa final destacam a mais recente participação do país nos PKOs Dual Venom, com prêmio total de US$ 6,5 milhões.A história do Venom no Brasil remonta à primeira edição de vários dias do ACR Poker, com prêmio garantido de US$ 5 milhões, realizada em julho de 2019. Os torneios Dual Venom PKO de outubro de 2026 acrescentaram mais um capítulo a essa história, com três jogadores brasileiros chegando às mesas finais e arrecadando aproximadamente US$ 259.000 em prêmios e recompensas combinados.Victor Pedote terminou em sétimo lugar no torneio No-Limit Hold’em Venom PKO, com prêmio garantido de US$ 5 milhões, enquanto José Orlando e Yuri Martins ficaram em quarto e quinto lugares, respectivamente, no evento de Pot-Limit Omaha com prêmio garantido de US$ 1,5 milhão. Esses resultados coroaram uma presença brasileira significativa em ambos os torneios: 39 participantes brasileiros chegaram ao Dia 2 no NLH e seis avançaram no PLO, totalizando 45 qualificações para o Dia 2.Os dois eventos com buy-in de US$ 2.650 foram concluídos na quarta-feira, 21 de outubro, após atraírem, juntos, 2.745 inscrições. Ambos superaram suas garantias, gerando um prêmio total de US$ 6.862.500. Embora o Brasil não tenha conquistado mais um campeão desta vez, seus mais recentes finalistas se juntaram a uma história que inclui vários títulos do Venom, vitórias de um milhão de dólares e algumas das finais mais memoráveis do torneio. Dois brasileiros voltam à mesa final do PLO VenomNo PLO Venom, José Orlando do Nascimento, jogando sob o apelido “Blessed33”, ficou em quarto lugar, levando para casa aproximadamente US$ 82.743, incluindo as recompensas recebidas. Yuri Martins Dzivielevski, seis vezes vencedor de bracelete da WSOP, conhecido como “vousconfus” no ACR Poker, ficou em quinto lugar, levando para casa aproximadamente US$ 72.634.Martins chegou à mesa final de sete jogadores em segundo lugar em fichas, enquanto Orlando começou em quarto. Ambos permaneceram na disputa antes de serem eliminados em posições consecutivas. O título acabou indo para “tigerseyes”, que ganhou aproximadamente US$ 239.819 em prêmios e recompensas após um acordo no heads-up com “Pepareg1”. O torneio de PLO atraiu 602 participantes e gerou um prêmio total de US$ 1.505.000.O que torna a conquista da dupla brasileira especialmente notável é o fato de aquela situação já lhes ser bastante familiar. Orlando e Martins também disputaram juntos uma mesa final do PLO Venom em abril de 2026, quando o torneio foi disputado no formato Mystery Bounty. Naquela ocasião, Orlando ficou em terceiro lugar, levando US$ 205.380, enquanto Martins ficou em sexto, com US$ 96.282, com os prêmios de bounty incluídos nos dois valores.Chegar à mesa final de um grande torneio de PLO uma vez já é uma conquista. Conseguir isso duas vezes no mesmo ano confere aos resultados mais recentes deles uma ligação histórica muito mais forte, mesmo sem uma vitória brasileira.Victor Pedote lidera a campanha do Brasil na mesa final do NLHO representante do Brasil na mesa final de NLH com nove jogadores foi Victor Pedote, que jogou sob o nome de tela “meteli goli”. Ele começou a mesa final em sétimo lugar em fichas, com 44.020.731, e acabou terminando na mesma posição.Pedote recebeu US$ 65.318,64 em prêmios regulares e cerca de US$ 38.769 em recompensas acumuladas, totalizando aproximadamente US$ 104.088. Sua trajetória no torneio chegou ao fim contra “Lappy”, cujo Ás-Valete levou a melhor sobre o Ás-Quatro de Pedote em uma mão que eliminou o brasileiro na sétima colocação.Pedote não foi, de longe, o único brasileiro a chegar longe no torneio. Matheus Camillo (“LaMurruguita”) ganhou aproximadamente US$ 42.571, enquanto “SouNinjaa” terminou em 14º lugar com US$ 34.120, “c4trups!!” ficou em 15º com US$ 29.486 e “BetoBarrelo” ficou em 16º com US$ 31.088. Esses resultados reforçaram ainda mais o bom desempenho do Brasil, que foi além da mesa final.O título do NLH ficou com “PushLightYear”, que derrotou “ArkaduktusFrRM” no heads-up e ganhou aproximadamente US$ 536.577 entre o prêmio principal e as recompensas. O torneio atraiu 2.143 participantes, gerando um prêmio total de US$ 5.357.500. Outro resultado notável veio de “Pepareg1”, que terminou em terceiro lugar no NLH após ficar em segundo no PLO, arrecadando um total de US$ 446.144 nos dois eventos.A mesa final do NLH foi transmitida pelo canal do ACR Poker no Twitch, com comentários de Chris Moneymaker e Rob Kuhn. A mesa final do PLO não foi transmitida ao vivo, mas é possível rever a ação por meio do FT Replayer do ACR Poker, com as cartas fechadas reveladas.Grandes campos, prêmios cada vez maiores e a presença brasileira no segundo diaO Dual Venoms de outubro teve início em 4 de outubro e contou com cinco sessões do Dia 1, continuando nos dias 8, 11, 15 e 18 de outubro. Ambos os eventos retomaram para o Dia 2 em 19 de outubro, seguidos por um Dia 3 adicional de NLH em 20 de outubro e pelas duas mesas finais em 21 de outubro.Ao contrário de alguns Venoms anteriores, que contavam com as “Mystery Bounties”, os dois eventos de outubro utilizaram o formato Progressive Knockout. Os jogadores ganhavam dinheiro ao eliminar adversários a partir do Dia 1, recebendo metade da recompensa atual de cada jogador derrotado, enquanto a outra metade aumentava a recompensa pela própria cabeça. Isso significava que o prêmio pela posição final de um jogador representava apenas parte da história; as eliminações acumuladas podiam alterar substancialmente o valor total.Nos dois torneios, foram registradas 45 qualificações brasileiras para o Dia 2: 39 no NLH e seis no PLO. Martins apareceu nas duas listas de qualificados, o que reflete a disposição de alguns jogadores de competir nos dois formatos. Os números referem-se aos jogadores que avançaram para o Dia 2, e não ao número daqueles que, no final, terminaram nas posições que deram direito a prêmios.Havia também formas mais econômicas de participar dos dois torneios. Venom Fever aconteceu de 29 de setembro a 18 de outubro, garantindo 587 vagas nos satélites diretos e mega-satélites, com caminhos adicionais de qualificação e satélites Survivor Flips Step a partir de US$ 0,80. O Venom Vault ofereceu outra maneira de ganhar prêmios dos torneios, incluindo ingressos para o Venom.Um exemplo brasileiro foi o streamer Marcelo Cartana (“CartanaPoker”), que se classificou para o torneio NLH Venom de US$ 2.650 depois de começar com um Survivor Flip de US$ 0,80. Ele avançou para o Dia 2 e acabou terminando em 158º lugar, ganhando aproximadamente US$ 8.367, incluindo recompensas. Sua trajetória serviu como um lembrete de que o alto valor do buy-in do Venom não conta toda a história de como os jogadores chegam ao torneio.Os jogadores brasileiros também obtiveram resultados notáveis nos torneios Venom Specials que aconteceram paralelamente. Yago Simplício ficou em segundo lugar em um Venom Special High Roller de US$ 630, levando para casa US$ 36.403, enquanto Fernando Nogami terminou em terceiro, ganhando US$ 26.574. Pedro Padilha também ganhou US$ 20.178 ao ficar em segundo lugar em um Venom Special de US$ 1.050.O Brasil ajudou a definir a era do grande faturamento do VenomO nome “Venom” já estava em uso em novembro de 2018, quando o Americas Cardroom renomeou seu torneio “Million Dollar Encore”, com prêmio garantido de US$ 1 milhão, para “Sunday Venom”. Em julho de 2019, o site organizou seu primeiro torneio “Venom” de vários dias, com prêmio garantido de US$ 5 milhões, vencido pelo brasileiro Rafael Moraes, que jogava sob o apelido “TheBigKid”, levando para casa US$ 1.050.559,50. A vitória foi registrada pelo Guinness World Records como o maior prêmio em criptomoeda em um torneio de pôquer online, com o valor estimado em 104,23 BTC na época.O Brasil venceu novamente em dezembro de 2019. João Simão, conhecido pelo apelido “galodoido13”, venceu o Venom, com prêmio garantido de US$ 6 milhões, levando para casa US$ 1.039.982. Isso significou que jogadores brasileiros haviam conquistado os dois primeiros grandes campeonatos Venom de vários dias, cada um levando para casa mais de US$ 1 milhão.Talvez a final do Venom mais tipicamente brasileira tenha ocorrido em fevereiro de 2021, quando Ramon Kropmanns (“PORKNOMAR”) enfrentou seu compatriota Yuri Martins (que na época jogava como “SmashedAvocado”) no heads-up. Kropmanns sagrou-se campeão, levando para casa US$ 1.113.330, enquanto Martins recebeu US$ 849.150 pelo segundo lugar. Um terceiro brasileiro, Diego Bittar (“GORDONITO”), terminou em sexto lugar, levando aproximadamente US$ 121.712.O resultado de 2021 agora tem uma ligação direta com outubro de 2026: Martins continua chegando às mesas finais do Venom, desta vez no PLO, mais de cinco anos depois daquele confronto de heads-up entre dois brasileiros.Mais campeões e resultados de um milhão de dólaresO impacto do Brasil continuou à medida que o Venom crescia e introduzia novos formatos. Em agosto de 2023, Felipe Ketzer ficou em segundo lugar em um torneio Venom de NLH com prêmio garantido de US$ 10 milhões, levando para casa US$ 1.149.260. Ketzer também estava entre os seis jogadores brasileiros que chegaram ao Dia 2 do torneio Venom de PLO de outubro de 2026.Em agosto de 2024, Ivanildo “chickenpastry” Limeira venceu o NLH Mystery Bounty Venom, com prêmio garantido de US$ 8 milhões, levando para casa US$ 617.333, incluindo as recompensas. Seus compatriotas Fabiano Kovalski e Dante Goya terminaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente, garantindo ao Brasil três das quatro primeiras posições naquela final.Outro campeão brasileiro surgiu em fevereiro de 2025, quando Carlos “S1NISTR0” Rocha venceu o torneio NLH Mystery Bounty Venom, com prêmio garantido de US$ 8 milhões, levando para casa US$ 748.547, incluindo US$ 135.000 em prêmios de bounty.Então veio um dos maiores sucessos do Venom no país. Em 30 de abril de 2025, Gabriel “kingqueensuited” Tavares superou 3.735 participantes no torneio NLH do Venom, com prêmio garantido de US$ 10 milhões, e levou para casa US$ 1.505.240. A imprensa brasileira especializada em pôquer o identificou na época como o sexto jogador brasileiro a conquistar um título do Venom.Desde então, Limeira se tornou mais um símbolo do apelo duradouro do torneio para os jogadores brasileiros. Ele chegou novamente à mesa final do NLH Mystery Bounty Venom em fevereiro de 2026, terminando em sexto lugar e levando US$ 148.753. Em setembro, ele foi ainda mais longe, fechando um acordo no heads-up e terminando em segundo lugar no Mystery Bounty Venom com prêmio garantido de US$ 12 milhões, levando para casa US$ 779.154, incluindo as recompensas. Esses resultados lhe renderam três mesas finais do Venom entre 2024 e 2026.Tavares, por sua vez, estava entre os brasileiros classificados para o Dia 2 do NLH em outubro. Ele também chegou a este torneio Venoms em excelente forma, após vencer o Sunday Banana do ACR Poker em dois domingos consecutivos, 4 e 11 de outubro, somando um prêmio total de US$ 204.657,43. As vitórias no Sunday Banana foram em torneios distintos, mas serviram como mais um exemplo dos resultados recentes que os jogadores brasileiros vêm alcançando no ACR Poker.Mais um capítulo, e ainda há mais por virPara Tavares, o orgulho em torno do pôquer brasileiro não se limita aos resultados pessoais. Em uma entrevista recente à ACR Poker, ele descreveu como a comunidade reage às grandes vitórias: “Quando você vence um torneio, eles te abraçam e comemoram com você.”Esse sentimento de conquista compartilhada ajuda a explicar por que a história do Venom no Brasil vai além de qualquer campeão específico. Em outubro de 2026, os holofotes se voltaram para Pedote, Orlando e Martins, cujas três classificações para a mesa final renderam, juntas, quase US$ 260.000. Atrás deles, havia 45 qualificações brasileiras para o Dia 2, várias outras classificações avançadas no NLH e até mesmo uma inscrição em um satélite de US$ 0,80 que resultou em um prêmio de quatro dígitos.O Brasil não conquistou nenhum dos dois últimos títulos do Dual Venom. Mas, desde Moraes e Simão em 2019 até o heads-up totalmente brasileiro em 2021, passando pela vitória de sete dígitos de Tavares, pelas repetidas participações de Limeira nas mesas finais e pelos resultados mais recentes de outubro, o lugar do país na história do Venom da ACR Poker está firmemente consolidado.Para obter informações sobre o torneio, cobertura de edições anteriores e as próximas edições, acesse página do Venom no ACR Poker.